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07 de Junho de 2019 - 15:12:19

A menina que vende os alfajores do bem

Laura decidiu vender os doces para ajudar a arrecadar o dinheiro que o pequeno Lucas precisa para fazer um tratamento fora do Brasil e, quem sabe, voltar a enxergar
 
 
A menina que vende os alfajores do bem
Quer encomendar seus alfajores e ajudar a campanha? Entre em contato no (48) 99940-8996 
 
CLÁUDIO EDUARDO DE SOUZA 
claudio@daquitijucas.com.br 
 
Esta é uma daquelas histórias inspiradoras, que fazem você refletir: ‘até que ponto estamos dispostos a nos doarmos ao outro?’. E a resposta vem de uma menina de apenas 11 anos de idade. Não com palavras. Mas com ação. Ela resolveu vender alfajores para ajudar na campanha “Aos Olhos do Lucas”, na luta para que o menino de 6 anos, que tem uma síndrome rara, possa viajar para a Tailândia e iniciar um tratamento com células-tronco, na esperança de voltar a enxergar. 
Laura Ferreira Schiestl tem 11 anos e estuda no 5º ano, no Colégio de Aplicação Univali (CAU) de Tijucas. Inteligente e objetiva, desde cedo resolveu que correria atrás de um sonho de menina: ter uma festa de 15 anos. Começou, então, a produzir alfajores e vender na sala de aula, para juntar dinheiro para a festa. 
Na casa em que mora com os pais e a irmã, a mãe cuida de crianças. Desde o início deste ano, chegou um novo menino por lá: Lucas. E logo todos se apaixonaram por ele – inclusive Laura. Sabendo da luta da família na campanha para arrecadar R$ 170 mil para que ele possa fazer um tratamento no exterior, para, quem sabe, voltar a enxergar, a menina teve a ideia: deixar temporariamente adormecido o plano da festa de 15 anos e focar na campanha de Lucas.  
“Por que não vender os alfajores para a escola toda, para que o dinheiro fosse para o Lucas? Falei com minha irmã, que pediu a autorização do diretor. E logo fizemos 500 alfajores para vender. E vendemos tudo logo no primeiro dia”, conta Laura. E a ideia se espalhou. Outros colégios da cidade receberam a venda itinerante dos doces – com sabor especial de solidariedade. Outras centenas foram produzidas e vendidas.  
 
ENCOMENDAS CHEGANDO 
A demanda tem aumentado, conforme a campanha da venda de alfajores se espalha pelas redes sociais. Elas já pensam em pedir ajuda de voluntários na produção. Ou também na doação de ingredientes (bolacha, chocolate, embalagens e doce de leite). Sabem que é importante não diminuírem o ritmo, porque o tempo está passando e ainda têm um grande caminho a percorrer para conseguir alcançar o valor necessário para que Lucas consiga o suficiente para o tratamento.
Ao longo desta semana, além do CAU, os alfajores foram vendidos no Naes e nas escolas Ondina Maria Dias e Valério Gomes. No entanto, a intenção é ir em mais e mais lugares. Há ainda quem entre em contato fazendo encomendas, inclusive para que o doce seja servido em aniversários. E assim a corrente do bem vai se espalhando. “Eu sonho com a minha festa de 15 anos... Mas eu prefiro ajudar o Lucas a conseguir o tratamento do que ter a festa”, comenta Laura, adiando seu sonho para priorizar o do outro.  
 
“AOS OLHOS DO LUCAS” 
Lucas nasceu prematuro de 35 semanas, com falta de oxigenação no parto que afetou a visão. Hoje ele tem apenas 7% de percepção de luz e vultos. Só mais tarde, descobriu-se que ele tem a Síndrome de Morsier – com a combinação de hipoplasia do nervo óptico e autismo. Há poucos meses, a família do menino lançou a campanha “Aos Olhos do Lucas”, para arrecadar fundos para fazer um tratamento com células-tronco na Tailândia. Na campanha – que engloba várias ações, como venda de camisetas e rifas, além de vaquinha eletrônica – o objetivo é arrecadar os R$ 170 mil estimados para arcar com o tratamento, passagens aéreas, hospedagem e alimentação.   
“Quando elas me falaram da venda de alfajores, fiquei com receio. Porque sei o quanto as coisas são difíceis e minha preocupação era que a Laura, sendo uma criança, ficasse frustrada caso não desse certo. Mas foi tudo tão lindo, que não tem como ficar grata e emocionada com todo esse apoio”, conta a mãe de Lucas, Mabilly Saramento.  
A luta por melhor qualidade de vida do filho, sempre foi algo mais restrito à família. No entanto, no ano passado, Mabilly resolveu criar um grupo de mães especiais. Começou contatos e, pesquisando, descobriu um caso parecido com o do filho: uma campanha para que uma menina fizesse um tratamento fora do país. Fez contato com a família e, depois, encaminhou ao hospital os exames de Lucas. E ele logo foi aceito. Começou ali o sonho... E a luta para que o menino possa ter o sonhado tratamento.  
 

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